Olá queridos leitores!! Este trio é formado por Gabriella Silva, Luana Nunes e Lucas Lopes. que produziram uma aula criativa, onde eles tinham como objetivo contar histórias de Carolina Maria de Jesus, utilizando desenhos, vídeos ou fantoches. vamos conferir de que forma eles produziram?
Como trabalhar a obra de Carolina Maria de Jesus em uma turma de educação infantil.
Essa aula deve ser passada
para criança de forma criativa, contando a história de Carolina Maria com
desenhos, vídeos, ou fantoches estimulando a imaginação de cada parte contada.
Deve mostrar para a criança o interesse de Carolina Maria pela leitura e como
pode ser divertido não somente ler, mas também escrever incentivando o desejo
da escrita. Logo após pode-se passar uma atividade com tintas e papeis para que
a criança através da criatividade gerada pela história contada venha a criar
sua própria imagem do que lhe foi passado, transmitindo sua imaginação para o
papel. Finalizando com um varal expositivo, pendurando as obras feitas pelas
crianças, dinamizando o compartilhamento das artes geradas.
BNCC - Campo de experiências: Escuta, fala, pensamento
e imaginação
A organização
curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de
experiências, um deles é Escuta, fala pensamento e imaginação
Seguindo o
fundamento da BNCC, objetivo de aprendizagem e desenvolvimento (EI03EF04),
Escolhemos recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de
vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da
história.
Para o desenvolvimento desse trabalho em uma turma de
educação infantil, Foram tiradas partes da obra Caroline Maria de Jesus, Quarto
de despejo. Textos escolhido para contar a história de Carolina Maria de Jesus:
Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, por
volta de 1915. Foi empregada doméstica em São Paulo, onde, mais tarde, passou a
catar papel e outros tipos de lixo reaproveitáveis, para sobreviver. Em
reportagem sobre a favela do Canindé, onde vivia Carolina, o repórter Audálio
Dantas a conheceu e descobriu que a favelada escrevia um diário. Surpreso com a
força do texto, o jornalista apresentou-o a um editor. Uma vez publicado, o
livro trouxe fama e algum dinheiro para Carolina.
5 DE JULHO DE 1955 Aniversário de minha filha Vera
Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela. Mas o custo dos
generos alimentícios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente
somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no lixo, lavei e
remendei para ela calçar.
19 DE JULHO Despertei as 7 horas com a conversa dos
meus filhos. Deixei o leito, fui buscar agua. As mulheres já estavam na
torneira.
13 DE JUNHO ...Vesti as crianças e eles foram para a
escola. Eu fui catar papel. No Frigorifico vi uma mocinha comendo salchichas do
lixo.
12 DE JULHO ...Fui no Frigorifico, ganhei uns ossos.
Estou indisposta. Comprei dois pães doce para o João e a Vera. Catei tomates.
Encontrei um preto iducado e elegante no falar. Disse-me que reside em Jaçanã.
Eu ia perguntar-lhe o nome mas fiquei com vergonha. Ele deu dois cruzeiros ao
João e eu comprei querozene.
...Estou residindo na favela. Mas se Deus me ajudar
hei de mudar daqui. Espero que os políticos estingue as favelas.
8 DE AGOSTO Saí de casa as 8 horas. Parei na banca de
jornais para ler as noticias principais.
...Eu gosto de ficar dentro de casa, com as portas
fechadas. Não gosto de ficar nas esquinas conversando. Gosto de ficar sozinha e
lendo. Ou escrevendo!
Quando eu não tinha nada o que comer, em vez de xingar
eu escrevia. Tem pessoas que, quando estão nervosas, xingam ou pensam na morte
como solução. Eu escrevia o meu diário.
Como surgiu seu interesse pela literatura? Seria uma
deslealdade de minha parte não revelar que o meu amor pela literatura foi-me
incutido por minha professora, dona Lanita Salvina, que aconselhava-me para eu
ler e escrever tudo que surgisse na minha mente. E consultasse o dicionário
quando ignorasse a origem de uma palavra. Que as pessoas instruídas vivem com
mais facilidade.
O que significou a literatura para sua vida? A
transição de minha vida foi impulsionada pelos livros. Tive uma infância
atribulada. É por intermédio dos livros que adquirimos boas maneiras e formamos
nosso caráter. Se não fosse por intermédio dos livros que deu-me boa formação,
eu teria me transviado, porque passei 23 anos mesclada com os marginais.
O que a senhora sentiu quando viu o livro Quarto de
despejo pronto, encadernado, com seu texto em letras de imprensa? Fiquei alegre
olhando o livro e disse: "o que eu sempre invejei nos livros foi o nome do
autor". E li o meu nome na capa do livro. "Carolina Maria de Jesus.
Diário de uma favelada. Quarto de despejo". Fiquei emocionada. É Preciso
gostar de livros para sentir o que eu senti.
Conclusão do resumo: através da história contada de
forma resumida podemos mostrar que a vida pode ser transformada em uma obra de
arte, não importa a sua cor, a sua etnia, nem sua condição financeira. Pelo
caminho da leitura sempre haverá possibilidades de sonhar e realizar.
Objetivo: contribuir para o desenvolvimento do gosto
pela leitura, estimulando a imaginação e ampliando o conhecimento de mundo.
Divisão do trabalho:
Contagem da história:
Luana Nunes
Edição de vídeo completo:
Gabriella silva
Explicação BNCC:
Lucas Lopes
Materiais usados:
Slides para contar a história, papéis e tinta para atividade criativa com as crianças.
Experiência feita com crianças:
https://www.youtube.com/watch?v=U9qzI2nALgI
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