segunda-feira, 18 de julho de 2022

Como Trabalhar A Obra de Carolina Maria de Jesus em turmas de Educação Infantil

 

Olá queridos leitores!! Este trio é formado por Gabriella Silva, Luana Nunes e Lucas Lopes. que produziram uma aula criativa, onde eles tinham como objetivo contar histórias de Carolina Maria de Jesus, utilizando desenhos, vídeos ou fantoches. vamos conferir de que forma eles produziram?

Como trabalhar a obra de Carolina Maria de Jesus em uma turma de educação infantil.

Essa aula deve ser passada para criança de forma criativa, contando a história de Carolina Maria com desenhos, vídeos, ou fantoches estimulando a imaginação de cada parte contada. Deve mostrar para a criança o interesse de Carolina Maria pela leitura e como pode ser divertido não somente ler, mas também escrever incentivando o desejo da escrita. Logo após pode-se passar uma atividade com tintas e papeis para que a criança através da criatividade gerada pela história contada venha a criar sua própria imagem do que lhe foi passado, transmitindo sua imaginação para o papel. Finalizando com um varal expositivo, pendurando as obras feitas pelas crianças, dinamizando o compartilhamento das artes geradas.


BNCC - Campo de experiências: Escuta, fala, pensamento e imaginação

A organização curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, um deles é Escuta, fala pensamento e imaginação

Seguindo o fundamento da BNCC, objetivo de aprendizagem e desenvolvimento (EI03EF04), Escolhemos recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história.

Para o desenvolvimento desse trabalho em uma turma de educação infantil, Foram tiradas partes da obra Caroline Maria de Jesus, Quarto de despejo. Textos escolhido para contar a história de Carolina Maria de Jesus:

Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, por volta de 1915. Foi empregada doméstica em São Paulo, onde, mais tarde, passou a catar papel e outros tipos de lixo reaproveitáveis, para sobreviver. Em reportagem sobre a favela do Canindé, onde vivia Carolina, o repórter Audálio Dantas a conheceu e descobriu que a favelada escrevia um diário. Surpreso com a força do texto, o jornalista apresentou-o a um editor. Uma vez publicado, o livro trouxe fama e algum dinheiro para Carolina.

5 DE JULHO DE 1955 Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela. Mas o custo dos generos alimentícios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela calçar.

19 DE JULHO Despertei as 7 horas com a conversa dos meus filhos. Deixei o leito, fui buscar agua. As mulheres já estavam na torneira.

13 DE JUNHO ...Vesti as crianças e eles foram para a escola. Eu fui catar papel. No Frigorifico vi uma mocinha comendo salchichas do lixo.

12 DE JULHO ...Fui no Frigorifico, ganhei uns ossos. Estou indisposta. Comprei dois pães doce para o João e a Vera. Catei tomates. Encontrei um preto iducado e elegante no falar. Disse-me que reside em Jaçanã. Eu ia perguntar-lhe o nome mas fiquei com vergonha. Ele deu dois cruzeiros ao João e eu comprei querozene.

...Estou residindo na favela. Mas se Deus me ajudar hei de mudar daqui. Espero que os políticos estingue as favelas.

8 DE AGOSTO Saí de casa as 8 horas. Parei na banca de jornais para ler as noticias principais.

...Eu gosto de ficar dentro de casa, com as portas fechadas. Não gosto de ficar nas esquinas conversando. Gosto de ficar sozinha e lendo. Ou escrevendo!

Quando eu não tinha nada o que comer, em vez de xingar eu escrevia. Tem pessoas que, quando estão nervosas, xingam ou pensam na morte como solução. Eu escrevia o meu diário.

Como surgiu seu interesse pela literatura? Seria uma deslealdade de minha parte não revelar que o meu amor pela literatura foi-me incutido por minha professora, dona Lanita Salvina, que aconselhava-me para eu ler e escrever tudo que surgisse na minha mente. E consultasse o dicionário quando ignorasse a origem de uma palavra. Que as pessoas instruídas vivem com mais facilidade.

O que significou a literatura para sua vida? A transição de minha vida foi impulsionada pelos livros. Tive uma infância atribulada. É por intermédio dos livros que adquirimos boas maneiras e formamos nosso caráter. Se não fosse por intermédio dos livros que deu-me boa formação, eu teria me transviado, porque passei 23 anos mesclada com os marginais.

O que a senhora sentiu quando viu o livro Quarto de despejo pronto, encadernado, com seu texto em letras de imprensa? Fiquei alegre olhando o livro e disse: "o que eu sempre invejei nos livros foi o nome do autor". E li o meu nome na capa do livro. "Carolina Maria de Jesus. Diário de uma favelada. Quarto de despejo". Fiquei emocionada. É Preciso gostar de livros para sentir o que eu senti.

Conclusão do resumo: através da história contada de forma resumida podemos mostrar que a vida pode ser transformada em uma obra de arte, não importa a sua cor, a sua etnia, nem sua condição financeira. Pelo caminho da leitura sempre haverá possibilidades de sonhar e realizar.

Objetivo: contribuir para o desenvolvimento do gosto pela leitura, estimulando a imaginação e ampliando o conhecimento de mundo.

Divisão do trabalho:

Contagem da história: 

Luana Nunes

Edição de vídeo completo:

Gabriella silva

Explicação BNCC:

 Lucas Lopes

Materiais usados:

Slides para contar a história, papéis e tinta para atividade criativa com as crianças.

Experiência feita com crianças:

https://www.youtube.com/watch?v=U9qzI2nALgI







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